Nossa história

A história do voto feminino no Brasil e no mundo

O direito de votar, que hoje parece óbvio, foi uma conquista árdua. Por séculos, metade da humanidade ficou de fora das urnas. Conhecer essa história é entender por que cada voto de mulher carrega o peso de uma longa luta.

Uma conquista recente

Pode parecer distante, mas faz menos de um século que as brasileiras conquistaram o direito ao voto. Foi preciso mais de 50 anos de mobilização das mulheres até que a lei finalmente reconhecesse o óbvio: que elas também eram cidadãs.

1932
o ano em que as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil.

A linha do tempo

Mundo Brasil
1893
Nova ZelândiaO primeiro país do mundo a garantir o voto feminino, liderado pela sufragista Kate Sheppard.
1906
FinlândiaO segundo país a reconhecer o direito — e o primeiro da Europa.
1918
Reino UnidoBerço do movimento sufragista, mas o direito veio de forma gradual — só em 1928 se igualou ao dos homens.
1920
Estados UnidosA 19ª Emenda garantiu o voto às mulheres após décadas de luta sufragista.
1928
Brasil: o pioneirismo do RNNo Rio Grande do Norte, o governador Juvenal Lamartine autorizou o voto feminino no estado. Celina Guimarães Viana tornou-se a primeira eleitora do país.
1932
Brasil: voto feminino garantidoEm 24 de fevereiro, o novo Código Eleitoral assegurou o voto às mulheres em todo o país. Elas passaram a poder votar e ser votadas.
1946
Brasil: voto obrigatórioO voto feminino, antes facultativo, torna-se obrigatório — equiparando-se ao dos homens.
1971
SuíçaUm dos últimos países da Europa a garantir o voto feminino — quase 80 anos depois da Nova Zelândia.

As mulheres que abriram caminho

No Brasil, a luta teve nome e rosto. Bertha Lutz, bióloga e ativista, fundou em 1922 a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que organizou campanhas, pressionou o Congresso e ampliou o debate na imprensa. Antes dela, Nísia Floresta já semeava ideias feministas no século XIX.

Foram décadas de petições, artigos, protestos e coragem — num tempo em que apenas questionar a exclusão já era um ato de ousadia.

Por que essa história ainda importa

Conquistar o direito de votar foi só o começo. Hoje as mulheres são mais da metade do eleitorado brasileiro — e têm o poder de decidir uma eleição. Mas ainda ocupam uma fração pequena dos cargos eletivos.

A luta que começou pelo direito de votar continua hoje pelo direito de ser eleita e de ocupar espaços de poder. Cada mulher que se candidata dá um passo nessa mesma caminhada. E cada voto consciente em uma candidata honra quem lutou para que hoje pudéssemos votar.

As sufragistas conquistaram nosso direito de votar. Cabe a nós usá-lo para eleger mais mulheres — e completar o que elas começaram.

Conheça as mulheres candidatas da sua região

Honre a luta pelo voto feminino conhecendo quem se candidata hoje. Dados oficiais do TSE. Apartidário e gratuito.

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